Três coisas que aprendi com meu relacionamento

Três anos é um bocado de tempo. Ok, se considerarmos relacionamentos mais longos(tipo o de uma amiga minha que namora há quase uma década), esse tempão vira quase nada. Mesmo assim, em três anos aprendi muito mais do que em todos os anos de conselhos tirados de relacionamentos alheios.

Muitas das coisas que aprendemos com relacionamentos, antes de termos o nosso de verdade, vem dos conselhos que nossos amigos nos cedem ou dos filmes de comédia romântica [no meu tempo, que não faz tanto tempo assim, vinham da Revista Capricho (ou da Atrevida) e da novela Malhação].  Entretanto, para crescer de fato é preciso viver um pouco além disso.

Uma das primeiras coisas que aprendi, logo no começo de tudo, foi que pimenta nos olhos dos outros é refresco. Sem onda: Mordi muito a língua. Uma das minhas melhores amigas da época de colégio (e que já namorava há um monte de tempos antes de mim) era o meu modelo principal, claro. A gente sempre acha que tem os melhores conselhos e que sabemos exatamente o que fazer. Por estar vendo algumas situações “de fora”, com maior campo de visão, é possível dar alguns pitacos plausíveis, mas tudo é muito fácil para quem fala apenas. A verdade é que não podemos dizer exatamente o que faríamos no lugar de fulano até vivermos circunstâncias parecidas.

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Acho que uma das lições mais valiosas que aprendi que o que é de casa não deve ir à praça. Eu sou muito tagarela – talvez nota-se, né?! – e adoro compartilhar de tudo com minhas amigas, principalmente quando se tem um “zap zap”(DETESTO falar zap zap) da vida para tornar tudo mais imediato. Brigou com ele? Compartilha com as amigas e vê o que elas acham. Aprendi que, com o passar do tempo, a sua raiva pode até diminuir ou cessar, mas suas amigas lembram de cada situação em que ele fechou com a sua cara, e ficam abusadas mesmo com o seu boy. O melhor é tentar resolver entre você and your significant other. Não que compartilhar esteja proibido (as minhas amigas me entendem tão bem que sabem me mostrar quando a “briga gigantesca” não era tão grande assim), mas é preciso compreender que nem tudo precisa ser dito aqui e acolá com outras pessoas, por mais que elas lhe conheçam extremamente bem. Se vire também, querida! Quebre a cabeça e ache suas soluções.

Por fim, o último item ainda é uma lição diária: Nem tudo é motivo para brigar. Por mais que se tenha em comum com a outra pessoa, diferenças sempre surgem e isso é muito massa, afinal namorar alguém exatamente como você é deve ser uó do borogodó. Porém, nem toda diferença deve levar à discussão. Discutir demais leva ao desgaste, ao enjôo. E tudo isso parece ser bobo e batido, mas quando você passar por cada uma dessas situações, vai se lembrar de mim. (oh a praga!)

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9 comentários sobre “Três coisas que aprendi com meu relacionamento

  1. Sabia que tua amiga com quase uma década ia se citada. Hahaha! Essa coisa de não contar tudo inclui coisa boa também. Aprendi que só se faz propaganda do que se quer vender, se seu namorado é muito bom em algo, se ele é o melhor namorado do mundo, não espalha, o que tem de gente que vai , na primeira oportunidade, tentar tirar ele ne você não cabe num gibi.

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  2. Eu tenho a maldição dos 3 anos … Fiz 3 anos de namoro fui chifrada e terminei, agora estou completando mais 3 anos com outro cara. Espero que dessa vez eu passe da fase. Embora tá rolando tanto desentediamento. Gostei do seu post o que mais me identifiquei foi pimenta nos olhos dos outros, quando não namorava e via relacionamentos julgava e acha que tudo era fácil só vivenciando percebi que não é assim 😦

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    1. Eu super te entendo. Mas pense que são pessoas diferentes e que o resultado não precisa ser o mesmo. E esses momentos de desentendimento são normais. Todo casal passa por isso. Bom é tentar pensar no sentimento que mantém vocês dois juntos até hoje. 😀 MUITO obrigado pelo teu comentário. Foi muito importante pra mim ser as tuas palavras.

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  3. Adorei seu post, calourinha eterna. Não sei se vc sabe disso mas eu nunca namorei, e mesmo assim consegui concordar com tudo que vc falou. Na verdade, um namoro/noivado/casamento não é TÃÃÃO diferente assim de outros relacionamentos importantes. No fundo, no fundo tudo é baseado no amor, e o amor exige da gente uma única palavra: renúncia. Renúncia do ego, da vaidade, da necessidade de estar certa, do desejo de falar tudo pra todo mundo (porque amiga guarda o que o boy fez MESMO e se reclamar guarda até a eternidade) e, principalmente, de se achar superior ao outro em qualquer quesito. Os dois são pó, logo, os dois precisam um do outro, em iguais quantidades.

    Isso é amor e isso é relacionamento em tudo na vida, pelo menos pra mim. ❤
    Beijão!

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    1. Verdade, Manu. Esse foi o primeiro namorado em que apresentei à minha mãe e quis tornar público ( tive um namoricozinho antes, mas nada importante e sério), e com esses anos deu pra aprender e continuarei a aprender. Essa necessidade de estar certo é um problema em contínua resolução. Afeei seu comentário, sua linda! ❤ Muito obrigada por vim compartilhar suas palavras aqui comigo!

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